De acordo com o solicitado, publicamos mais uma queixa, ressalvando os requisitos expressos no e-mail recebido, que também publicamos reservando a identificação do/da emitente.
Colega Ilídio Trindade,
Tive conhecimento que, mais uma vez, os concursos de professores decorreram como se de um jogo de roleta-russa se tratasse. E o SPRC, Sindicato dos Professores da Região Centro, sindicato afecto à Fenprof, vem, de novo, denunciar publicamente a questão dos erros via aplicação informática do próprio ME. Rápido na denúncia, quer via instâncias do próprio ME, quer junto da Comunicação Social. Mas o que o mesmo Sindicato não denuncia é o próprio formato dos concursos, em que basta um pequeno engano numa tecla do PC ou num código para implicar graves consequências profissionais e pessoais para qualquer professor, durante anos. A forma de recurso dos professores, que deveria estar expressa na própria Lei, não está, e este, como outros sindicatos, tão rápidos e eficientes nestas denúncias, não o são no substancial. Estranho, no mínimo.
Não me vou alargar em outros aspectos deste tipo de concursos que, como é sabido, se podem prestar a todo o tipo de falcatruas. Dos conteúdos, nem é bom falar. As ilegalidades (para não falar das totais imoralidades) são tantas, mesmo à luz das regras definidas pela legislação do próprio ME, que me irei deter simplesmente na forma e nas graves consequências que tais procedimentos podem ter.
A DGRHE, tutelada pelo Secretário de Estado Valter Lemos, mais parece um bunker de homens-máquinas apostados em aniquilar professores. Parece tratar-se de ódio. Quem o quiser confirmar, basta dirigir-se às instalações da 140, Av. 24 de Julho. Contudo, basta pedir um simples esclarecimento por escrito e será prendado com uma resposta robótica. De tal modo considero grave o que por este sítio se passa, que pretendo ilustrá-lo com um caso concreto e vivido.
Neste sentido, agradeço publicação nos blogues do Movimento MUP e do QUEIXAS DE PROFESSORES, com a ressalva de anonimato e de não exposição pública de elementos de identificação pessoal. Os documentos, na forma integral, podem ser enviados para as várias instâncias do poder político.
Um abraço!
[identificação]
[Tlm 9............]
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No ano de 2006 fui confrontada, pela primeira vez na minha já longa carreira docente, com um concurso todo modernaço, dentro do espírito do choque tecnológico.
Para o concurso de professores, triénio 2006-2009, teria de proceder a uma pré-inscrição, via electrónica. Consultei o Aviso de Abertura do Concurso e, de acordo com o mesmo, as inscrições teriam lugar entre os dias 20 e 24 de Fevereiro. Como os dias (ainda) têm 24 horas, seria previsível que a maquinaria da 24 de Julho estivesse operacional até essa hora e que, caso algum professor tivesse algum problema informático ou de outro tipo de dúvidas, pudesse ter rapidamente alguém para o esclarecer. Pensava. Mas pensava mal. Por mais tentativas desesperadas que efectuasse para aceder à aplicação informática, não o conseguia. Ao consultar o site da DGRHE, desvendei o mistério - o prazo terminava, contrariamente ao expresso na Lei, às 18 horas. Porque lhes apeteceu, digo eu. A alguém apeteceu ir jantar mais cedo e a mercearia encerrou antes da hora prevista. Tudo muito modernaço.
No dia 27 de Fevereiro, após o fim-de-semana, apresentei-me no horário de abertura da DGRHE, após umas centenas de quilómetros já percorridos. Julgava ser fácil tratar do meu assunto. O erro (até) era deles. Puro engano. Não só foi recusada a minha justa reclamação, como ainda fui impressionantemente mal tratada nas instalações. Mas como não tenho provas do que por lá teve lugar, direi que fui “amavelmente convidada” por dois seguranças, que entretanto foram chamados ao andar de atendimento onde me encontrava, para me colocarem a apanhar ar (!) O que se passou a seguir, durante mais de um mês, ilustra bem o que se instalou no ME e que desfigura totalmente um país dito de regime democrático. Dado o imenso conjunto de provas que tenho em meu poder, selecciono somente algumas.

Por mero acaso, o sistema informático "enganou-se". Consegui ter prova material de como estava a tentar efectuar a pré-inscrição para os concursos. E caso a máquina não se tivesse enganado(!?). Anexo cópia deste documento-prova às exposições que dirigi no dia 27 de Fevereiro de 2006 ao Director Geral da DGRHE e ao Secretário de Estado Jorge Pedreira.
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Resposta dos serviços da DGRHE no dia de abertura dos concursos.
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Resposta da Directora de Serviços da DGRHE à minha situação de impossibilidade de concorrer.
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No D.N. é publicado um artigo sobre a impossibilidade dos professores, na minha situação, poderem concorrer. Tinha passado um mês...!!!
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